Morte súbita em atletas jovens: causas e condutas
Apesar de ser um evento raro, a morte súbita em atletas gera grande impacto social e emocional em toda a sociedade, principalmente quando a vítima é um atleta jovem. Sua incidência varia de acordo com o gênero e idade do atleta, modalidade esportiva envolvida e região demográfica, e situa-se aproximadamente em 1 a cada 100.00 - 300.000 atletas jovens. As causas de morte súbita em atletas podem ser divididas em traumática e não traumática. As mortes de causa não traumática são ainda subdivididas em cardiovasculares e não cardiovasculares. O commotio cordis é considerado a principal causa traumática. Como principal causa cardiovascular de morte súbita em atletas com menos de 35 anos de idade temos a cardiomiopatia hipertrófica, seguida da anomalia de artéria coronária e cardiomiopatia arritmogênica de ventrículo direito. As causas não cardiovasculares são menos frequentes e envolvem principalmente casos de hipertermia e asma grave. Muita discussão tem sido observada sobre a avaliação médica de atletas jovens para liberação para atividades esportivas. O objetivo de uma avaliação médica sistemática na população de atletas jovens é detectar alguma anormalidade silenciosa que possa progredir ou causar morte súbita, com ênfase ao aparelho cardiovascular. Em casos assintomáticos, sem fatores predisponentes nos antecedentes pessoais e familiares e sem alterações no exame físico não é necessária a solicitação de exames complementares. Quando alguma dessas situações está presente, eletrocardiograma, exames de imagem, teste de esforço, sorologias, entre outros, podem ser solicitados de acordo com as hipóteses diagnósticas estabelecidas.
Clique para ver a prévia do artigoAnálise de fraturas diafisárias do fêmur em crianças menores de 3 anos de idade
Este estudo consiste na reavaliação ortopédica e psicossocial de crianças que sofreram fratura do fêmur até a idade dos três anos e objetiva a análise de suas causas prováveis e detecção de indícios de ocorrência de Síndrome dos Maus Tratos. Trinta e cinco crianças menores de três anos de idade sofreram fratura diafisária de fêmur e foram atendidas no Pronto Socorro do Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo, no período de janeiro de 1996 a agosto de 2002, sendo que 18 compareceram para reavaliação. Como causa relatada das fraturas observamos: queda em 13 (72,2%) casos, queda de objetos sobre o membro em três (16,7%), e fratura no parto em dois (11,1%). Constatamos suspeita de Síndrome dos Maus Tratos em nove (maus tratos físicos em seis [33,3%] e negligência em três [16,7%]) casos, fratura patológica em quatro (22,2%), causa acidental em três (16,7%), e outras causas em dois (11,1%) casos. Maus tratos constituem uma importante causa a ser investigada nos casos de fratura do fêmur em crianças com menos de três anos de idade, sendo o provável mecanismo responsável por metade das fraturas aqui estudadas.
Clique para ver a prévia do artigoRelação da força de membros superiores e nível de atividade física com a prevalência de lesão е о desempenho de participantes de rodeio competitivo
O objetivo deste estudo foi verificar a relação da força de membros superiores e do nível de atividade fisica com a prevalência de lesão e o desempenho de participantes de rodeio competitivo. Duzentos e oito competidores participaram da 49ª Festa do Peão de Barretos em 2004, nas modalidades montaria em touros (n=165), que inclui rodeio júnior (n=45), rodeio universitário (n=15) e rodeio profissional (n=105), e montaria em cavalos (n=43). As médias finais da força de preensão manual dos membros dominante e não dominante dos peões foram de 54,5 kg e 50,4 kg, respectivamente. Os peões da modalidade profissional em touros apresentaram valores de força dos membros superiores dominante maiores que os da modalidade júnior em touros (p<0,05). Quanto ao nível de atividade física observamos que 34,8% dos peões foram classificados como ativos, 33,7% irregularmente ativos, e 31,5% sedentários. Foram registradas 25 lesões (12% dos peões) durante os 11 dias de competição, correspondendo a um lesionado a cada 30 montarias ou um lesionado a cada 2 minutos e 55 segundos de montarias. Não houve relação significativa entre força de membros superiores e nível de atividade fisica com a prevalencia de lesão e o desempenho de participantes do rodeio de Barretos.
Clique para ver a prévia do artigo